Contrariamente
a história de muitas das raças provenientes da Ásia, os
Singapuras não tem um passado charmoso, cheio de templos, deuses e lendas.
Os Singapuras são o fruto da sua própria determinação em sobreviver em
adversas circunstâncias, e de ganhar a confiaça, o amor e
o aprecio de aquele que frecuentemente foi sua maior ameaça, o ser humano.
Eles são seus próprios Deuses, e bem que o merecem.
Esta magnífica raça já fora chamada do segredo mais bem
guardado da gatofilia
Ainda muito raros, aqueles que finalmente conseguem ser proprietários
destes maravilhosos gatos sem exceção afirmam "Valeu a espera!".
Que faz estes gatos tão especiais?
Inicialmente, talvez aquela sua cara angelical além de sua distinguida
e delicada aparência mas, a bem da verdade o gancho está na encantadora
personalidade Singapura.
Para aqueles de nós afortunados o bastante de trabalhar com a raça simplesmente
não existe nada igual.
As
Origens
A raça Singapura foi apresentada pela primeira vez na
CFA por Hal e Tommy Meadow em 1981como uma raça de ocorrência natural.
Os Meadow disseram que ao viver em Singapore (Cingapura) no inicio da
década de 1970 adquiriram três gatos dos conhecidos pelos habitantes locais
como "gatos do bueiro” porque gatos parecidos com esses viviam em comunidades
perto dos bueiros onde naturalmente achavam pequenos ratos para caçar.
Os gatos, que chamaram de “Singapuras”, embora típicos da cidade, não
eram de nenhuma maneira o tipo de gato da rua comum em Cingapura. Quando
os Meadow retornaram aos Estados Unidos em 1975, trouxeram os três gatos
que viriam ser os gatos da fundação da raça Singapura, eles eram Puss',
uma fêmea jovem, o machinho Ticle e de Tes sua irmã de ninhada. A raça
Singapura foi aceita para campeonato em 1988 como uma raça natural.
Em Abril de 1980, “Chiko”, um autêntico Singapura saído
diretamente das ruas de Cingapura após uma breve passagem pela Sociedade
Protetora de Animais local, voou ate Seattle,
E.U. A trazido pelo Capitão Brad (piloto da empresa de carga aérea Flying
Tigers) e Sheila Bowers, eles após ter visto nos E.U.A. um dos Singapuras
da Sra. Barbara Gilbertson, tinham-se decidido a ver se poderiam encontrar
um destes gatos no seu ambiente natural durante as escalas dos vôos em
Cingapura. Foram bem sucedidos em ver os gatos descritos como Singapuras
na noite nos arbustos ao longo do rio e no cais da cidade, mais não conseguiram
pegar nenhum deles. Um dia foram surpreendidos com um exemplar que correspondia
exatamente à descrição (à exceção da cauda) de um Singapura na Sociedade
Protetora de Animais em Cingapura. O Cap. Brad e a Sra. Bowrers conseguiram
convencer o veterinário a cargo abrigo, Dr. Lee, a liberar o gato “Chiko”
sem castrar já que estaria saindo do país. Chiko provou ser um gato muito
importante. Veio com documentação que confirmava que a raça “Singapura”
existia em Singapore como uma variedade natural de gato doméstico de rua.
O
Gato Interativo
Os Singapuras parecem genuinamente disfrutar, necessitar
e apreciar a presencia de seus donos. Isto é verdadeiramente surpreendente
quando você considera a proximidade com seus antepassados habituados à
dura vida das ruas. O desejo de estar em volta dos seres humanos é uma
característica aprimorada através de um programa de cria cuidadosamente
controlado por 20 anos. Em Cingapura esta vontade de confiar nos seres
humanos, balançados com as habilidades requeridas para sobreviver nas
ruas, indudavelmente conduziu a salvação por parte de seus habitantes
de mais de um destes preciosos
animais meio-afogados durante as enchentes anuais produzidas pelas chuvas
monsonicas. É irônico que o governo de Cingapura que persegue uma vigorosa
política de “limpeza”, projeto que eliminou essencialmente os habitat
deste gato declare o Singapura "monumento nacional vivente”; entretanto,
aquilo é exatamente o que aconteceu. Em 1991 o Ministério de Turismo e
a Secretaria de Promoção de Cingapura colocaram estátuas do Singapura
ao longo do rio que cruza a cidade e começaram a aplicar a figura do Singapura
em todo tipo de material promocional. Mais irônico ainda, os gatos usados
como modelos para estes esforços tinham sido importados dos Estados Unidos.
Afortunadamente a raça como tal sobrevive não só
graças a dedicação dos criadores senão tambem
graças a sua adaptabilidade
e a caracteristica que como nós sabemos
o Singapura pode ser um gato muito determinado (em sobreviver).
A atitude do Singapura pode se definir como: “o mundo
é minha casa. Saia do meu caminho que eu vou tirar o melhor proveito dele
e nem você nem ninguém podem me impedir". O Singapura tem uma maneira
delicada de conseguir exatamente o que deseja, um pouco como a criança
que o olha com os olhos enormes e diz, “por favor, por favor, por favor...”.
Bem antes de você perceber, você já terá se rendindo a seus apelos.
Pode um Singapura ser treinado? Certamente. O único problema
é que eles parecem ser melhores instrutores que nós e provavelmente
nós terminaremos treinados por eles. Estas adoráveis criaturas
com seus olhos e orelhas enormes não deixam passar desapercebido nada
do que acontece em torno deles. São gatos vívidos, curiosos, inteligentes
- alguns diriam demasiado inteligentes-. Singapuras sabem que podem fazer
qualquer coisa melhor do que você.
Cozinhar
(o estar em volta enquanto você cozinha) é um dos seus favoritos. Para
eles as canetas quando você está tentando escrever e os teclados do computador
são fabulosos brinquedos. Esta natureza brincalhona permanece durante
toda a idade adulta. Não crescem, são as eternas crianças. Ainda que sejam
extremamente brincalhões, são também muito sensíveis aos estados de ânimo
dos seus donos. Se você estiver se sentindo deprimida/o, seu Singapura
irá (como habitual) subir na cama e se enfiar sob as cobertas com
você (seu lugar favorito), mas provavelmente nesse caso esperará no pé
da cama a ser convidado.
Os Singapuras não são gatos que apreciem o confronto
Quando um Singapura encontra-se com outro gato que demonstre uma atitude
agressiva ele apenas irá sair do quarto. Singapuras maduram lentamente.
As fêmeas podem não entrar no cio até o ano de idade, e machos freqüentemente
não começaram a acasalar até os quinze meses da idade. As fêmeas
são excelentes mães que parecem querer cuidar dos filhotes para sempre.
Os filhotes geralmente não saem do bercinho até que tem quatro semanas
de idade. Uma das coisas mais intrigantes sobre os Singapuras é a passividade
dos machos com outros machos. Machos adultos de fato parecem disfrutar
e preferir viver junto com outros machos adultos, compartindo tudo sem
conflitos inclusive chegando a dormir todos juntos.
Singapuras desfrutam atualmente de um sucesso considerável
no circulo de exposições e são altamente apreciados por seus proprietários.
O padrão da raça é objetivo e claramente único. O Singapura é um
membro acreditado da gatofilia internacional. Alguns criticaram a raça
pelo lento crescimento da sua população, mais é necessário lembrar
que o Singapura é uma raça natural que não aceita acasalamentos fora do
seu pool genético, sendo que a maioria dos exemplares da raça Singapura
tem seus ancestros em 3 gatos trazidos aos EUA em 1975 (dois deles eram
irmãos de ninhada) e un gato adicionail em 1980 (“Chiko”). Nós estamos
ao presente a dez ou doze gerações baseadas naqueles poucos gatos iniciais.
O Singapura, que maravilhoso presente para a gatofilia.
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